A queda na receita de publicidade, causada pela pandemia do novo coronavírus, levou o Waze a demitir 5% dos seus funcionários e a fechar alguns dos seus escritórios em países da América Latina e Ásia-Pacífico. A decisão foi comunicada aos colaboradores da empresa via e-mail, enviado nesta última quarta-feira (9) pelo CEO da companhia Noam Bardin, de acordo com o The Verge.

No comunicado, o executivo disse que as restrições de circulação, provocadas pela covid-19, reduziram bastante o uso do serviço de navegação e mapeamento pertencente à Google. Com menos usuários acessando o app, a diminuição dos ganhos com anúncios foi inevitável, problema que também atingiu o Waze Carpool, plataforma de compartilhamento de caronas.

Dados divulgados pela empresa no último mês de abril já mostravam, naquela época, uma redução de 60% no uso da plataforma, globalmente. Na Itália, a queda foi ainda maior, chegando a 90%. E com o avançar da pandemia, a redução foi a 70%, só começando a apresentar melhoras a partir de junho, quando alguns países suspenderam as restrições.

Com este cenário, o Waze decidiu “repensar as prioridades”, optando por concentrar os recursos em melhorias para os usuários, investir em infraestrutura técnica e redirecionar os esforços para os países onde o serviço é muito utilizado. Segundo Bardin, tais decisões vão contribuir para que a empresa saia fortalecida da pandemia.

Áreas impactadas

As demissões no Waze atingiram 30 funcionários, do total de 555 colaboradores que a companhia possui, atualmente. Esses profissionais pertenciam às áreas de marketing, marketing de desempenho, vendas de anúncios e parcerias.

Conforme o executivo, eles terão direito a todo o pacote de indenizações, incluindo benefícios como assistência de saúde até o início de 2021. Já com relação ao fechamento dos escritórios, a decisão afeta as unidades da companhia em países como Argentina, Colômbia, Chile, Malásia, Indonésia, Cingapura e Filipinas. Fonte: Tecmundo / Arte: Reprodução-Waze.

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