Graças ao apoio governamental, tanto o plantio quanto a colheita do café tem experimentado novos dias em Apucarana. Com a escassez da mão-de-obra no campo, a introdução de implementos tecnológicos modernos tem sido a alternativa encontrada pelos produtores que, em Apucarana, têm recebido suporte do poder público.

Após quase desistirem da cultura devido aos prejuízos da geada de 2013, que dizimou cerca de 70% dos cafezais do município, os agricultores ligados à Associação de Cafeicultores de Apucarana e à Cooperativa dos Cafeicultores do Pirapó (Coocapi) têm conseguido resgatar a cafeicultura com o uso da tecnologia, através de uma plantadeira automática, cedida pela Prefeitura de Apucarana, e uma colheitadeira, repassada pelo Governo Estadual.

Membro da associação e gestor da Coocapi, Carlos Bovo relata que sem o apoio dos governos ficaria muito mais difícil. “O prefeito Júnior da Femac, por intermédio do secretário da Agricultura, Dr. Porto, tem sempre nos atendido no que está ao alcance do município. Por ser de família de cafeicultores, ele sabe bem que quando a agricultura vai bem a cidade também vai. Também somos gratos ao governo Ratinho Júnior pelo apoio”, destaca o produtor rural.

A plantadeira, adquirida por R$48 mil e repassada em regime de comodato pela prefeitura, já atendeu diversas propriedades. “Até o momento já foram plantadas cerca de 50 mil mudas com o equipamento e, semana que vem, está agendado o plantio de outras 30 mil mudas”, relata Carlos Bovo, gestor da Coocapi, lembrando que a entidade agrega principalmente a agrofamília. “São, em geral, pequenos e médios agricultores que estão se beneficiando muito desta parceria”, agradece Bovo.

Já a colheitadeira, cedida pelo Governo do Paraná, já foi utilizada em cinco propriedades. “Assim como no caso da plantadeira automática, o uso da colhetadeira é agendado previamente pelo produtor associado ou cooperado”, esclarece Carlos Bovo, gestor da Coocapi. Segundo ele, como a colheita ainda está no início, outras propriedades estão agendadas. “A colheita do café segue até setembro e, para os próximos dias, temos cerca de 20 agendamentos. Sendo que na Coocapi, que também agrega produtores de hortifrutis, temos 220 cooperados”, pontua o gestor da Coocapi.

Segundo dados do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento, após a geada de 2013 a área de café cultivada no município despencou de 4.190 hectares para apenas 910 no ano seguinte. Atualmente, com esforços coordenados entre a Secretaria da Agricultura da Prefeitura de Apucarana e IDR/IAPAR/EMATER, órgãos do Governo do Paraná, a área de plantio já ultrapassa os 1.600 hectares.

“O café foi e sempre será o nosso “ouro verde” e, além da questão econômica, as iniciativas da gestão Beto Preto que visam fortalecer a cafeicultura têm um significado muito especial. Estamos cuidando de uma cultura que formou a nossa cidade, tendo seu apogeu nas décadas de 60 e 70, mas mesmo depois da geada negra de 1975, nunca perdeu sua importância, encontrando em Apucarana uma das melhores terras do Brasil”, contextualiza o prefeito, lembrando que o município e o Vale do Ivaí têm sua história intimamente ligada à produção cafeeira. “Tradição que até os dias de hoje rende seguidos prêmios de qualidade aos nossos cafeicultores”, pontua Júnior da Femac, alertando que a modernização da cafeicultura é um caminho sem volta.

A opção atual, confirma o secretário municipal de Agricultura, José Luiz Porto, é produzir café com tecnologia. “A gestão Beto Preto/Júnior da Femac já formou e repassou de forma subsidiada aos nossos cafeicultores mais de 500 mil mudas selecionadas de alta produtividade, da variedade IPR 100/IAPAR, que é resistente à ferrugem e nematóide. Além disso, o Município adquiriu uma máquina plantadeira e o governo do Estado uma colhetadeira. Com isso, o cultivo mecanizado já é uma realidade”, reforça Porto. Além de suprir a falta de mão-de-obra, a disponibilização dos maquinários por parte do poder público tem incentivado a retomada do café, com a expansão da área cultivada e a diminuição dos custos de produção.

O cafeicultor Mauro Machado, que cultiva 13 hectares no Distrito de Pirapó, projeta uma boa produção para este ano. “A geada de sete anos atrás trouxe muito desânimo para todos, mas aos poucos estamos nos recuperando e, este ano vou ter uma produção muito boa em minha propriedade”, relata Machado, que também é presidente da Associação de Cafeicultores de Apucarana, que reúne 197 agricultores. “O prefeito Júnior da Femac tem abraçado a causa e ajudado muito”, relata o cafeicultor reconhecendo o apoio da prefeitura, que tem desenvolvido uma série de ações através do Programa de Incentivo à Cafeicultura – junto ao Programa Municipal Terra Forte – visando auxiliar no replantio de áreas e potencialização da produção cafeeira.

Fonte: Assessoria / Foto: Divulgação PMA

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