Cerca de R$ 1 milhão estão sendo investidos pela Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) na obra de ampliação do sistema distribuidor de água de Londrina, que vai beneficiar especialmente a zona Oeste da cidade. Com metodologia não-destrutiva, que não corta o pavimento e não interrompe o trânsito, parte dos 1.200 metros de uma nova adutora atravessará a BR-369 em um túnel construído a 3,5 metros de profundidade.

Esta adutora faz parte do plano de investimentos do Sistema de Abastecimento Integrado Londrina/Cambé (composto pelos sistemas Tibagi, Cafezal e poços). “A obra flexibiliza a operação do Centro de Reservação Bandeirantes e beneficia diretamente mais de 20 mil imóveis da região Oeste da cidade”, explica o gerente-geral da Sanepar na Região Nordeste, Rafael Malaguido.

De acordo com ele, cerca de R$ 50 milhões foram investidos nos últimos cinco anos na estrutura que abastece as cidades de Londrina e Cambé. Em 2019, entraram em operação três novos reservatórios, nas regiões Sul e Norte de Londrina. As unidades ampliaram a capacidade de armazenagem de água do sistema local, de 85 milhões de litros para 102,7 milhões de litros.

Atualmente, a Sanepar tem 11 centros de reservação em Londrina e Cambé e produz, em média, 200 milhões de litros de água por dia. Com este volume são atendidos mais de 288 mil imóveis, entre residências, órgãos públicos, entidades filantrópicas, comércios e indústrias.

NOVAS TECNOLOGIAS – A Sanepar está investindo cada vez mais em tecnologias que otimizam estruturas e prazo de execução de obras. Ainda no primeiro semestre de 2020, terão início obras de remanejamento de 87 quilômetros de rede de distribuição de água na região Central de Londrina. Está previsto que, em cerca de 40 quilômetros, será utilizada metodologia não-destrutiva. Nesta obra, o equipamento Navigator acessa o subsolo e leva tubulações até 200 metros de extensão sem que seja necessária a abertura de valetas.

“É um método mais caro do que o convencional, mas agiliza bastante o cronograma de execução das obras. A utilização é priorizada em vias de alta trafegabilidade e em pavimentos novos ou de difícil reposição”, explica o gerente.

A metodologia também é conhecida como cravação. Ela evita o corte de asfalto e calçadas para obras e manutenções das redes de água e de esgoto. Também evita interrupções no tráfego de vias importantes. “Não vamos gerar tanto impacto no trânsito e na pavimentação da região central. Queremos causar o menor transtorno e o maior benefício possíveis para a cidade”, destaca Malaguido.

Fonte: Aenpr / Foto: Sanepar

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