Dando continuidade às ações de prevenção e combate ao Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya, o Setor de Endemias da Secretaria Municipal de Saúde está aplicando um novo inseticida, chamado Cielo-ULV, adquirido pelo Ministério da Saúde, na região dos Jardins Pérola, Antônio Semprebom, Vila Ribeiro, Casagrande, Domingos Moya, Paranoá. Assim que for encerrado o trabalho nesses bairros, o produto será aplicado na região do Jardim Bom Pastor, Conjunto José Pires de Godoy, Vilas Nery e Ypê. O novo inseticida é composto por imidacloprido (neonicotinóide) e praletrina (piretróide). Os princípios ativos são diferentes do Malathion, utilizado por anos, mas que passou a não fazer mais efeito.

O inseticida está sendo aplicado pelos agentes de endemias por meio da bomba costal. Para que o produto seja utilizado com segurança, os servidores responsáveis pela nebulização usam Equipamentos de Proteção Individuais (EPIs), que incluem máscara com cobertura total da face, luvas, botas, protetor auricular e roupa especial. Recebemos da 17ª Regional de Saúde mais 70 litros do Cielo. No final de abril Ibiporã recebeu 80 litros do inseticida, que foi aplicado em bairros da zona sul (Jamil Sacca, Miguel Petri, Afonso Sarábia, Kaluana, Azaléia e Agenor Barduco). Estes bairros foram os primeiros a serem escolhidos por concentrarem uma grande quantidade de casos de dengue”, explica o coordenador de Endemias, Aldemar Galassi. Durante a aplicação da nebulização, é recomendado que os moradores mantenham portas e janelas abertas, mas cubram alimentos, filtros de água, roupas, bebedouros e aquários.

Galassi alerta que o Cielo é um reforço nas estratégias de prevenção e combate à dengue, mas não substitui a necessidade de eliminação dos criadouros do mosquito, visto que o veneno elimina apenas a forma alada do Aedes. “Quase 100% dos focos estão nos domicílios, em áreas internas e externas, e por isso a importância da participação da população neste combate. Mesmo com as temperaturas mais amenas e pouca chuva não dá para relaxar, pois os ovos do mosquito sobrevivem até um ano e meio na natureza. Por isso, o cuidado constante com a limpeza do quintal, eliminando tudo que acumula água”, orienta o servidor.

As visitas domiciliares dos agentes de combate às endemias – que estavam temporariamente suspensas como medida de prevenção ao novo coronavírus – foram retomadas com o reforço dos protocolos de higiene, tais como a utilização de máscaras de barreira, álcool em gel 70%, e distanciamento dos moradores. 

Fonte: Caroline Vicentini/NCS/PMI – Foto: Divulgação PMI

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui